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ANARQUISTAS EM SOROCABA


Em janeiro de 1888 o jornal Diário de Sorocaba diz que a abolição da escravidão, ocorrida na cidade em 25 de dezembro de 1887, fora sem abalos ou desorganização do trabalho.[1] Isso porque desde o início da década de 1880 os políticos sorocabanos, sobretudo o deputado A. J. Ferreira Braga, procuravam incentivar e facilitar a entrada de imigrantes através de leis e outras manobras.

Desse modo, e atraídos pela indústria sorocabana, uma considerável leva de imigrantes aportará em Sorocaba no final do século XIX. Os espanhóis teriam chegado por volta de 1895 e os italianos estavam em Sorocaba a pelo menos dez anos antes. Em 1885 e 1886, para se ter uma idéia, existiam na cidade duas Sociedades italianas: a Societá Operáia Italiana Umberto I (1885) e a Societá Italiana de Mutuo Soccorso i Beneficenza (1886).[2]

E o que trouxeram alguns desses imigrantes, além de suas bagagens com roupas? Os ideais do anarquismo, em voga na Europa. Aqui encontrará um campo fértil para a proliferação de seus postulados: uma cidade que optara pela industrialização e na qual o trabalhador era explorado dentro do contexto do capitalismo.

Outros anarquistas serão atraídos posteriormente para Sorocaba por conta desse campo fértil para a propaganda anarquista. O início do século XX encontrará um operariado que se organiza e aprende a cada luta, a cada greve, a cada passo. Os anarquistas estarão no teatro, fundarão escolas modernas (ou racionalistas), ligas e sociedades, participarão das discussões na imprensa, estarão cerrando ombros com os redatores das diversas tendências do jornal O Operário (1909 – 1913) e se farão presentes em manifestações.

Pela diligência, compromisso com a história social e competência, o historiador anarquista Edgar Rodrigues recolheu algumas biografias de anarquistas que tiveram alguma ligação com Sorocaba e publicou as mesmas nos volumes de Os Companheiros e também na Enciclopédia Sorocabana disponível virtualmente na Internet (www.sorocaba.com.br/enciclopedia). Também o historiador e jornalista sorocabano Sérgio Coelho de Oliveira recuperou algumas das biografias de anarquistas de Sorocaba, divulgando-as na sua Gazeta do Além Ponte (jornal de bairro da década de 1990) e no livro Os espanhóis. Também escrevi sobre alguns desses anarquistas, sobretudo no livro Salvadora! Das Ilhas Canárias, Jesús Geraldez Macia prepara a publicação da biografia de seu conterrâneo que viveu em Sorocaba, o anarquista João Perdigão Gutierrez.

Alguns, como Ângelo Vial, abandonaram o anarquismo no meio do caminho. Gigi Damiani, Oreste Rostori e Edgar Leuenroth estiveram em Sorocaba por diversas vezes, ora realizando propaganda anarquista, ora visitando amigos ou organizando algum movimento.

Everardo Dias, que foi anarquista e partícipe da Greve de 1917 em São Paulo, era maçom e pertencente à loja Perseverança III de Sorocaba.

Edgar Rodrigues informa sobre João Perdigão Gutierrez, pedreiro espanhol e anarquista, nascido em 12 de junho de 1895 em Casillas del Angel, Ilha de Puerto Ventura, arquipélago das Canárias. Anarquista convicto e militante tenaz, João Perdigão Gutierrez teve intensa atividade libertária na cidade de Santos, no litoral paulista.

Segundo o escritor espanhol Jesús Giraldez Macia, que escreveu o livro Entre el rubor de las auroras, contando a história de João Perdigão, no final do século XIX a família do anarquista teria vindo para o Brasil fugindo da guerra entre Espanha e Cuba. Em 1904 a família Gutierrez desembarcava em Santos.

Cidade portuária, em constante contato com marinheiros de vários outros países, a cidade de Santos sempre foi considerada como local onde as ideias progressistas vicejavam.

As primeiras greves de Santos tiveram a participação de Primitivo Raimundo Soares, anarquista brasileiro que chegou a ser deportado para a Argentina por sua militância libertária. Santos realmente tinha uma história ligada à liberdade.

Nesse contexto, João Perdigão Gutierrez inicia sua história dentro da militância anarquista. Conforme Jesús Macia em 1908, já aos treze anos de idade João Perdigão, participa do Grupo Revolucionários Infantis, grupo que distribuía folhetos, boletins, diários e livros de propaganda anarquista. Tempos depois, esse grupo passou a chamar-se Grupo Amor à Liberdade. Em 1920, Perdigão Gutierrez torna-se autor de peças teatrais de cunho libertário.

Edgar Rodrigues em Os Companheiros informa que o governo ameaçou de expulsão todos aqueles que participassem de manifestações comemorativas ao Primeiro de Maio, em 1927. Como desobedecera à determinação governamental, Perdigão teve seu nome publicado na lista de estrangeiros que deveriam ser expulsos do país. Edgar Rodrigues ainda afirma que após verificar, no dia 08 de fevereiro de 1928, que sua foto e decreto de expulsão foram publicados nos jornais, João Perdigão viaja para Sorocaba para “escapar à fúria policial” e busca asilo na casa do militante anarquista Vicente De Caria, a quem já conhecia. Apaixonou-se por Anarquia De Caria, filha de Vicente, e no dia 24 de fevereiro de 1928 realizaram uma união livre.

Vicente De Caria, outro convicto anarquista que viveu em Sorocaba, nasceu em 1873 na Calábria (Itália) e chegou ao Brasil por volta de 1891. Embora italiano de nascença, logo que chegou à Sorocaba foi morar próximo ao bairro do Além Ponte, reduto da colônia espanhola. No ano de 1907 comprou uma Chácara na estrada do Caputera, local onde se reuniam anarquistas vindos de muitos lugares. Vicente De Caria também foi produtor de cebola em Sorocaba e parece que participou da fundação do Sindicato Agrícola de Sorocaba em 1922.

Segundo Edgar Rodrigues, na Chácara De Caria procuravam esconderijo alguns anarquistas perseguidos.[3]

O historiador e jornalista sorocabano Sérgio Coelho de Oliveira colheu a informação de que a polícia vinha à procura dos anarquistas na Chácara De Caria e que nessas ocasiões a família era obrigada a recolher os livros de Vicente numa mala e enterrá-la num buraco, enquanto os anarquistas – entre eles o próprio Vicente – escondiam-se no mato.[4] Uma das netas de Vicente De Caria afirmou, em conversa mantida com este autor em 2001, que nas décadas de 1940 e 50 a polícia ainda, vez ou outra, procurava por militantes anarquistas escondidos na Chácara.

Vicente De Caria era tido como homem culto e inteligente, o que atraía um circulo de amizades grande que incluía destacados anarquistas da capital paulista. Edgar Rodrigues escreve que Angelina Soares, anarquista que vivia em São Paulo, chegou a lecionar em uma Escola Moderna (nos moldes propostos por Francisco Ferrer) instalada na Chácara De Caria.[5]

Sua filha Anarquia De Caria, casada com João Perdigão Gutierrez, não chegou a ser militante anarquista,[6] embora tivesse convicção de muitos dos ideais difundidos pelos libertários. Disse-me, em conversa, que aprendera sobre tais ideais com o pai e o marido. Informou que não aprendera a ler,[7] embora tanto pai como o esposo fossem propagandistas da difusão da cultura. Anarquia revelou ainda que boa parte da biblioteca e do acervo de documentos de João Perdigão Gutierrez, depois de sua morte, teria sido vendida a peso de papel. Uma frase sua que demonstrava a sua tendência anti-clerical foi-me dita durante a minha visita: “Você eu vejo, posso ver e tocar, mas e Deus? Esse eu não vejo... como posso acreditar?”. E terminava dizendo: “Assim me ensinou meu pai e meu marido”.

Anarquia De Caria faleceu no ano de 2004, após completar cem anos de vida.

Outro importante anarquista que viveu em Sorocaba foi José Prado Gutierres, que apesar do sobrenome, não era parente de João Perdigão, embora fossem concunhados porquanto José fosse casado com Libertad De Caria, irmã de Anarquia. José Prado Gutierres nasceu em 1893 em Salobreña (Granada, Espanha), segundo Sérgio Coelho de Oliveira, e chegou ao Brasil (na cidade de Santos) em 10 de outubro 1904 com 11 anos de idade. Por volta de 1907 a família Prado Gutierres estava em Sorocaba, depois de trabalhar como colonos em fazenda de café na região do Vale do Paraíba (SP).

Operário da Fábrica de Tecidos Votorantim, anos depois, José Prado mantém contato com anarquistas e alia-se “aos chamados libertários e iniciou a luta pela igualdade social, melhores condições de vida aos trabalhadores, participando de greves, distribuindo folhetos e auxiliando na difusão da doutrina anarquista”.[8]

José Prado Gutierres praticamente não frequentou nenhuma escola, aprendendo a ler um pouco com um professor durante quatro meses de aula. No entanto, a leitura intensa de livros moldou o anarquista culto e amante dos livros. Lia os grandes escritores e pensadores como Victor Hugo, Nietzsche, Tolstoi e costumava fazer anotações nos livros.

José Prado foi um militante ativo do anarquismo até o seu casamento, aos 38 anos de idade, quando deixara de participar do movimento a pedido de sua esposa Libertad. Segundo depoimento de sua filha Vera, na Gazeta do Além Ponte, “Depois disso se afastou do movimento, mas continuou defendendo as idéias anarquistas até a morte”.

José Prado Gutierres faleceu em 1986, aos 93 anos de idade, no mesmo bairro onde viveu a maior parte de sua vida: o Além Ponte.

Joseph Joubert Rivier foi outro anarquista de destaque que viveu algum tempo em Sorocaba. No início do século XX esse anarquista francês já estava em Sorocaba e por volta de 1912 publica artigos e textos no jornal “O Operário”. Um desses textos foi citado pelo deputado Adolfo Afonso da Silva Gordo num dos seus famosos discursos em favor da revisão da lei de expulsão de estrangeiros (1912). Adolfo Gordo defende a lei de expulsão alegando:


Para mostrar até que ponto vai a ousadia e vai a insolência desses estrangeiros a que se refere o projeto, vou ler o seguinte trecho de um artigo publicado no jornal «O operário» editado em Sorocaba e assinado por Joseph Jouber Rivieri (lê):«Ao Governo Federal». «Ao Governo do Estado e ao Povo». Ao Supremo Chefe do Poder Executivo, ao representante de 23 milhões de habitantes deste infeliz país digno de melhor sorte, devolvo a patente de tenente da guarda nacional, restituo-lhe o título de eleitor e de cidadão brasileiro e me declaro rebelde contra todas as suas leis, decretos ou qualquer outra forma sancionadas para enganar o povo. Não quero e não devo mais tempo pertencer a um país cuja constituição se tornou um qualquer toillet de latrina».[9]


Nessa mesma época, Joseph Jubert (ou Joubert) Rivier foi professor de uma Escola Moderna (nome que se dava às escolas anarquistas nos moldes da pedagogia libertária proposta por Francisco Ferrer) em Sorocaba e ainda Secretário Geral da União Operária, organização de trabalhadores, provavelmente de caráter anarquista ou anarco-sindicalista.[10]

Em novembro de 1912 publicou um artigo no “O Operário” intitulado Um advogado trampolineiro e mystificador de protestos dos operários... no qual citava o nome Dr. Octavio. Sentindo-se ofendido, o advogado Octavio Moreira Guimarães processou Joseph Joubert por injúrias impressas. Sendo Joubert absolvido em instância inferior, o advogado Octavio Guimarães apelou ao Tribunal de Justiça o qual deu causa de ganho ao advogado sentenciando Joseph Joubert a quatro meses de prisão e a multa de 450$ (conforme dispunha o artigo 318 do Código Penal da época). Joseph Joubert foi preso, por volta do dia 20 de março de 1913, e encarcerado na Penitenciária, embora, como denunciou o jornal A Lanterna (edição de 05 de julho de 1913), “não consta dos anais da justiça penal que alguém condenado por delito(?) de imprensa, tenha cumprido a pena na Penitenciária”.[11]

Em entrevista ao projeto Memória da Fundação Ubaldino do Amaral, o ex-anarquista Ângelo Vial afirmou que “em 20 de março de 1913, o marceneiro Joseph Joubert – defendido pelo célebre advogado anarquista Benjamin Motta – é condenado a quatro meses de prisão celular, sob a acusação de haver durante uma greve de tecelões, ferido o delegado de polícia da cidade”. Na realidade a prisão de Joseph Joubert, como dito, se deu pelo processo de injúrias impressas e não encontramos a ocorrência da referida agressão ao delegado de polícia.

O jornal Correio Paulistano publicou – e foi reproduzida pelo Cruzeiro do Sul – a notícia da apelação interposta pelo advogado Octavio Guimarães e o reconhecimento de suas razões pelo Tribunal de Justiça. Na mesma matéria, o jornal afirma que:


Joseph Jubert, que é geralmente antipathico aqui pelas suas idéias de destruição, tem tomado parte saliente nas gréves ultimamente declaradas pelos operários dos nossos estabelecimentos industriaes, sendo público os seus conselhos de ataques, nessas occasiões, às fábricas e às residências dos respectivos proprietários.

Até há pouco aquelle individuo, arvorando-se em jornalista, subscrevia no extincto periódico “O Operário” uns artigos violentos e insultuosos, alvejando os políticos situacionistas, a polícia do Estado, e as pessoas mais distinctas do nosso meio social.[12]

Em agosto de 1913, depois de cumprida a pena de prisão celular, e também após ser satisfeita a pena pecuniária de multa (paga através da cotização entre os libertários)[13] Joseph Jubert retornou a Sorocaba. Apesar de o Correio Paulistano ter-lhe atribuído a antipatia como um de seus adjetivos, Joseph Jubert foi recebido por “innumeros amigos seus, acompanhados de uma banda de música”.[14]

Logo depois, veio a notícia do pedido de expulsão do país. O povo sorocabano manifestou-se contra a expulsão e um boletim impresso e distribuído pela cidade conclamava a todos para uma reunião na Sociedade Muraria onde se desenrolariam protestos contra o pedido de expulsão, argumentando que Joseph Jubert era brasileiro naturalizado, casado com brasileira e que possuía patente de oficial da Guarda Nacional.[15]

Edgar Rodrigues, historiador anarquista de renome, registrou ainda, em sua breve passagem por Sorocaba, o nome de alguns anarquistas como os irmãos Joaquim e Jesus Fernandes, ambos espanhóis residentes em Sorocaba. Joaquim era operário e sapateiro. Jesus Fernandes era operário e militou na cidade de Santos como anarquista, antes de vir para Sorocaba. Faleceu em 1963.

Outro anarquista de Sorocaba registrado por Edgar Rodrigues, no seu livro Os Companheiros, foi Francisco Scaletti, ativo militante anarquista falecido em Sorocaba em 03 de agosto de 1923. Sua morte foi noticiada pelo jornal anarquista A Plebe, de São Paulo.

O historiador Sérgio Coelho de Oliveira cita ainda a presença em Sorocaba dos anarquistas Gigi Damiani e Ângelo Caneza. O primeiro era italiano, artista plástico e jornalista que fora contratado para pintar o Teatro São Rafael (atual sede da FUNDEC) e o segundo, anarquista francês atuante em Sorocaba por volta de 1916.[16] Ainda sobre Gigi Damiani, o historiador anarquista Edgar Rodrigues afirma que chegou ao Brasil em 1889 e que passou pela Colônia Cecília, depois por Caxias (Rio Grande do Sul), tendo chegado a São Paulo por volta de 1908. É provável que, por essa época, estivesse em Sorocaba, eis que o historiador Aluísio de Almeida afirma que o Teatro São Rafael teve sua reforma concluída nessa época, sendo reinaugurado em 5 de janeiro de 1909.[17]

Outra fonte de informação sobre os anarquistas de Sorocaba foi Salvadora Lopes Peres que conviveu em sua infância com os libertários do bairro Além Ponte. Como ela dizia sempre, foi muito influenciada por eles. Reconhecia o pioneirismo anarquista nas lutas operárias e costumava dizer quer os anarquistas sofreram mais que os comunistas.

Ainda de Salvadora Lopes é a informação de alguns sobrenomes de anarquistas de Sorocaba como os Cortezes, os Prados, os Bravos, os Sbranas...[18] e ainda, de Floriano Sentelhas, que depois de passar pelo anarquismo tornou-se comunista sendo responsável pela organização da primeira célula do Partido em Sorocaba, por volta de 1933. [19] Floriano Sentelhas foi ainda presidente do Sindicato dos Têxteis de Sorocaba e, em 1937, foi preso por participar do Centro Republicano Hespanhol de Sorocaba. As atividades desse Centro Republicano visavam apoiar aqueles que combatiam o general Franco na Guerra Civil Espanhola.[20]


Carlos Carvalho Cavalheiro

01.10,2007 (Revisto).


[1] Diário de Sorocaba, 10 jan 1888, p. 02. [2] Cf. SILVA, Paulo Celso. No ritmo do Apito. In Biblioteca Sorocaba – História (e Memórias). Sorocaba: Crearte, 2005, p. 69. [3] Idem, p. 49. [4] Gazeta do Além Ponte, 19 jan 1992, p. 08. [5] RODRIGUES, 2005, Op. Cit, pp. 49 – 50. [6] Sérgio Coelho de Oliveira, na Gazeta do Além Ponte, escreve que Anarchia De Caria “Nunca participou de um comício político, nunca liderou e nem agitou uma greve e nunca se preocupou em ler livros sobre a doutrina anarquista”. Edgar Rodrigues, por sua vez, informa que à Anarquia De Caria “Não se lhe pode atribuir feitos heróicos na defesa dos ideais de seu pai, mas também nunca as traiu”. [7] Fica a dúvida se ela realmente não aprendera a ler e escrever ou se utilizara a expressão para afirmar que não lia os livros e impressos sobre o anarquismo. [8] Gazeta do Além Ponte, 15 dez 1991, p. 08. [9] Discurso do deputado Adolfo Gordo pronunciado em 29 nov 1912. O deputado paulista referia-se a artigo publicado no jornal “O Operário” do dia 27 out 1912, p. 01, com o título: “Ao governo Federal, ao governo do Estado e ao Povo!”. [10] Sobre a atuação de Joseph Rivier como professor da Escola Moderna, ver jornal “O Operário” de 26 maio 1912, p. 02. Sobre a função de secretário da União Operária, ver “O Operário”, 09 jun 1912, p. 02. [11] Citado por Edgar Rodrigues em Os Companheiros, vol. 3, Florianópolis: Insular, 1997, pp. 61 – 62. [12] Cruzeiro do Sul, 01 abr 1913, p. 02. [13] Conforme citado por Edgar Rodrigues em Os Companheiros, Op. Cit. [14] O Jornal, 15 ago 1913, p. 03. [15] RODRIGUES, Edgar., 2005, Op. Cit. [16] OLIVEIRA, Sérgio Coelho de. Os Espanhóis. Sorocaba: TCM, 2002, p. 119 – 120. [17] ALMEIDA, Op.Cit., 2002, p. 397. [18] CAVALHEIRO, Carlos Carvalho. Salvadora! Sorocaba: Linc, 2001, p. 22. [19] BONADIO, Geraldo. Sorocaba a cidade industrial. Sorocaba: Linc, 2004, pp. 258 e 269. [20] CAVALHEIRO, 2001, Op. Cit., p. 99.



João Perdigão Gutierrez, Fonte: estelnegre.org
Vicente De Cária e família. Arquivo Digital de Carlos Carvalho Cavalheiro, ofertado pela Família De Cária
Casamento João e Anarquia De Caria. Fonte: estelnegre.org

Carlos e Anarquia de Caria em 2001. Foto de Adilene F. C. Cavalheiro
Bairro Jd Gutierrez que homenageia João Perdigão Gutierrez. Fonte: Google Maps 2021
Rua Vicente De Caria, Além Ponte - Sorocaba. Fonte: Google Maps 2021
Everardo Dias. Foto Wikipedia


Oreste Ristori. Fonte Wikipedia.
Edgard Leuenroth. Fonte Wikipédia.



"Um anarchista na cadeia" Noticia de Sorocaba no Correio paulistano, 13-04-1913. Fonte: Hemeroteca Digital Brasileira